(via Kardec Online)
Um fascinante documentário que investiga alguns dos mistérios mais intrigantes do coração e acompanha os cientistas na linha de frente da ciência cardíaca. Histórias incríveis do mundo inteiro parecem sugerir que o coração é um órgão muito mais complexo e misterioso do que se imaginava. Será realmente possível morrer por um coração partido? As experiências com pacientes de transplante de coração provam que o órgão é capaz de armazenar memórias? Como as doenças cardíacas são hoje a maior causa de mortes no mundo, este programa analisa o músculo mais importante do corpo humano de uma forma revolucionária. Desde as incríveis novas conexões entre o coração e a mente até o intrigante sistema de neurônios apelidado de “o pequeno coração no cérebro”, esta é a vida secreta do coração humano.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Onde você vê
Fernando Pessoa
“Onde você vê um obstáculo,
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer
Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência
Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa
Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.
Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo
E que é inútil querer apressar o passo do outro,
a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar
Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura.”
“Onde você vê um obstáculo,
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer
Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência
Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa
Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.
Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo
E que é inútil querer apressar o passo do outro,
a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar
Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura.”
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Curso de Passe com Manoel Messias

Por Katherine Quadros
Nos dias 05 e 12 de novembro, a Sociedade de Educação Espírita da Bahia, SEEB, promoveu o curso de passe com a presença do cientista espírita Manoel Messias. O curso aconteceu na sede da SEEB e contou com a participação de cerca de 30 pessoas em estágios diversos de conhecimento espírita, o que não foi empecilho para acontecer um evento harmonioso e agradabilíssimo.
Não é preciso discorrer sobre o conhecimento desse espírita que, com simplicidade vai despejando todo o seu tesouro adquirido com seriedade e muito amor. Aliás, o amor dá para respirar nas suas palavras – amor pela doutrina, pelo estudo e pelos mistérios que estão ocultos nesse grande iceberg que ainda é o nosso entendimento sobre o universo.
O assunto foi amplo e foi abordado conceitos sobre passe, corpo humano, onda, radiações, mente, fluidos, magnetismo, perispírito, cordões fluídicos, duplo etérico, saúde, água fluidificada, entre outros que foram resumidos em uma apostila que pode ser adquirida na sede da SEEB. Durante o curso, um vasto material de pesquisa feito pelo próprio Messias e por outros pesquisadores em todo o mundo foi acrescentado com leveza e bom humor. É difícil colocar aqui a riqueza deste material, pois não tem em livros, e é um resumo de anos de aprofundamento sobre o assunto.
Gostaria de mencionar uma colocação que me sensibilizou: “Quando dou um passe, eu sinto coisas que não entendo, mas sigo a intuição, observo depois estudo”. Conceitos e uma ampla literatura sobre cura foram mostrados, com comprovação científica sobre a melhora imunológica, cicatrização de feridas e influências diversas do passe sobre corpo humano e a natureza em geral. Foi discutido também a influência do passe sobre a água, inclusive a diferença de diversos recipientes como o metal sobre a qualidade da água. O passe muda a tensão superficial da água, permitindo que esta absorva os fluidos. Estudos com moléculas marcadas comprovaram a ação do passe sobre estas, mostrando que elas mudam de direção, inclusive quando o passe foi dado a distância.
Gostaria de finalizar com algumas sugestões de bibliografia sugeridas por Messias: Energia do Médium de Robson Pinheiro; a Codificação Espítita de Alan Kardec; As Palavras Curam, de Larry Dossey; Medicina Vibracional, de Richard Gerber; Medicina Espiritual da Cura, de Herbert Benson; entre muitos outros que foram mencionados durante o curso.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
É impossível esquecer o Auto-de-Fé de Barcelona
Jávier Godinho
JORNAL DA MANHÃ
Há 150 anos - mais exatamente no dia 9/10/2011 -, 300 exemplares de O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns e O que é o Espiritismo, de Allan Kardec, enviados da França, foram confiscados na Espanha pelo arcebispo dom Antônio Palau Y Termenes e queimados em praça pública, no denominado Auto-de-Fé de Barcelona.
Auto-de-fé era uma coisa muito feia e triste, explosão de intolerância religiosa, que até hoje provoca atos de destruição e morte e guerras, principalmente no Oriente Médio. A enciclopédia ensina que por auto-de-fé se entendia a cerimônia pública em que se liam as sentenças da Inquisição, muitas vezes com a presença da realeza. Em geral, aconteciam na principal praça da cidade, com uma procissão prolongada, missa solene, juramento de obediência ao Tribunal do Santo Ofício, sermão e leitura das sentenças de condenação. Constituíam a maioria das vítimas os cristãos-novos apóstatas, alumbrados, acusados de bruxaria e de bigamia, e protestantes. A pena máxima que o inquisidor podia aplicar era de prisão perpétua. Pena de morte, quem impunha era a autoridade civil. Entre o primeiro auto-de-fé, realizado em Sevilha, na Espanha, em 1481, e o último, que teve lugar no México, em 1850, os penitenciados somaram dezenas de milhares. Somente em Lisboa, entre o primeiro, em 1540, e o último, em 1767, esse número ultrapassou 23 mil condenados. O Auto-de-fé de Barcelona foi uma dessas violências históricas, cometidas por uma autoridade católica contra o Espiritismo, que então surgia, tomando-lhe indevidamente as primeiras obras e determinando sua queima no melhor estilo inquisitorial, mesmo já tendo a Inquisição terminado na Espanha em 1820.
Na manhã daquele dia, milhares de cidadãos de Barcelona, capital da província de Catalunha, afluíram à esplanada da cidade para assistir à incineração das três centenas de livros espíritas, importados da França. Dom Antônio Palau Y Termens mandou apreendê-los sob alegação de serem "imorais e contrários à fé católica".
Por volta de 10h30, surgiu um padre, vestido com paramentos especiais para ritos daquela espécie, trazendo numa das mãos uma cruz e, na outra, uma tocha. Cuidando do aspecto legal, acompanhavam-no um notário, espécie de assessor, encarregado de redigir a ata da cerimônia; um funcionário superior da administração aduaneira; três serventes, encarregados de manter aceso o fogo, e um agente da alfândega, representando o adquirente das publicações que seriam queimadas. Cumprindo os rituais da Igreja, o padre lançou a tocha sobre as pilhas de livros, encarregando-se os serventes de manterem acesa mais uma fogueira da Inquisição, oficialmente extinta na Espanha há 41 anos.
Um artista registrou a cena principal numa aquarela e, quando, finalmente, o fogo se apagou, a comitiva clerical se retirou, sob as vaias da multidão e os gritos de "abaixo a Inquisição!".
Os tribunais do Santo Ofício, durante seis séculos, perseguiram, apropriaram-se de propriedades e torturaram milhares de inocentes, os chamados hereges (aqueles que professam doutrina contrária a dogmas da Igreja), milhares dos quais foram queimados vivos, como aconteceu até a Joana D'Arc, heroína das Cruzadas, mais tarde considerada santa pela própria Igreja Católica.
O adquirente dos 300 exemplares era o renomado escritor e editor francês Maurice Lachâtre, autor da História dos Papas (10 volumes) e História da Inquisição. Ele estava refugiado em Barcelona, fugindo do regime absolutista de Napoleão III, que o condenara a cinco anos de prisão por haver editado o célebre Dicionário Universal Ilustrado.
Os exemplares de O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns e O que é o Espiritismo chegaram a Barcelona num lote juntamente com outros, todos devidamente comprados e pagos, sem direito a reembolso pelo proprietário. Enviados de Paris, haviam sido inspecionados na alfândega espanhola, cobrando-se do destinatário todos os tributos correspondentes.
O bispo Antônio Palau Y Termens era homem de ampla cultura, doutor em Teologia, catedrático do Seminário de Barcelona, cônego magistral de Tarragona e autor de várias obras religiosas. Ele alegou, para desapropriar e mandar destruir os livros espíritas:
"A Igreja Católica é Universal, e sendo esses livros contrários à moral e à fé católica, o governo não pode permitir que eles pervertam a moral e a religião dos outros países".
A propósito, o jornal La Carona publicou, à época, o seguinte:
"Os sinceros amigos da paz, do princípio de autoridade e da religião, se afligem com essas demonstrações reacionárias porque compreendem que às reações sucedem as revoluções. Os liberais sinceros se indignam de semelhantes espetáculos, dados por homens que não compreendem a religião sem a intolerância e querem impor como Maomé impunha o seu Alcorão".
Por sua vez, perdão é uma coisa muito bonita e feliz, nesse caso impondo o bom senso e a paciência sobre a intolerância e a arbitrariedade. Jesus, no seu momento supremo na cruz, não pediu ao Pai perdão para seus algozes?
Allan Kardec seguiu em frente, determinado e sereno, no seu trabalho, reconhecendo nessa agressão tão somente a reação de incomodados com a crescente aceitação da Doutrina Espírita ainda no seu dealbar. Não permitiu que se fossem à imprensa reclamar e aos tribunais exigir indenização. O edital de outubro da revista Reformador, da Federação Espírita Brasileira, é justamente sobre esse assunto e merece reflexão.
Perdoar é a expressão maior da caridade e se manifesta nas almas nobres, independentemente de crença religiosa.
A frase mais conhecida de Nelson Mandela, por exemplo, é um primor dessa virtude. Preso 28 anos por sua luta contra o apartheid - odioso domínio total da minoria branca sobre a imensa maioria negra -, ao ser eleito presidente da república, ele emocionou o mundo com a frase que proferiu, alusiva ao que sofrera e ao que faria no comando da África do Sul renovada para o bem: "Não posso esquecer, mas posso perdoar".
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
A vida após a morte e suas distintas interpretações
Conteúdo do site BONS FLUIDOS
Publicado em 01/08/2011Raphaela de C. Mello
Veja como cada religião - espiritismo, budismo, hinduísmo, judaísmo, candomblé, islamismo, catolicismo - compreende a vida após a morte
Em meio a tantas incertezas - de terremotos e tsunamis a doenças de cura desconhecida, mesmo com tanta oferta de tecnologia -, a continuidade da vida em planos superiores soa como o refrigério de que necessitamos para nos mantermos em pé. "Essa certeza é um consolo incrível. Apegados a ela, não precisamos depositar todas as esperanças apenas na vida física", diz Geraldo Campetti, diretor da Federação Espírita Brasileira.
Por outro lado, a imortalidade do espírito nos responsabiliza pelos sentimentos, pensamentos e ações praticados aqui, no plano terrestre. Carregaremos para a vida depois da morte os créditos e os débitos angariados no dia a dia. "Se acredito que a morte é passagem, transformação, eu vivo a vida de forma mais consciente e coerente", afirma Geraldo. Assim, não corremos o risco de ser abatidos pela desmotivação, manifesta em questionamentos como estes: "Para que me esforçar para ser um ser humano melhor, se tudo vai acabar um dia?", "Se existe um Deus justo, por que pessoas inocentes são alvo de tantas calamidades?".
Confira então de que maneira cada religião compreende o que nos espera além desta vida!
Espiritismo
"De acordo com a doutrina espírita, o espírito - a essência do ser - continua vivo depois da morte, que só atinge o corpo. O que encontramos do outro lado reflete o que realizamos na Terra. É uma consequência justa, baseada no merecimento. Desencarnação é o processo de libertação do espírito. No entanto, este pode ficar apegado a dores, paixões, vícios, materialismo, preocupações. O desligamento do plano material consome dias, meses ou até anos. Há, inclusive, aqueles que não sabem que desencarnaram. Por isso, é importante termos em vida a compreensão de que haverá continuidade e de que não faremos a travessia sozinhos. O espírito é acompanhado por amigos espirituais e familiares. Pela sintonia que estabelece por meio de pensamentos e sentimentos, será atraído para comunidades de luz ou para o umbral, espécie de purgatório temporário, onde terá a chance de aprender e se elevar. Quando estiver preparado, o espírito retornará ao plano físico num novo corpo para quitar dívidas e adquirir créditos. Alguns chegam devendo e voltam ainda mais endividados por causa de orgulho, desequilíbrios e faltas graves. Reencarnamos quantas vezes forem necessárias. Seres de luz podem ascender ao mundo superior e não mais voltar à Terra."
Geraldo Campetti, diretor da Federação Espírita Brasileira (FEB)
"De acordo com a doutrina espírita, o espírito - a essência do ser - continua vivo depois da morte, que só atinge o corpo. O que encontramos do outro lado reflete o que realizamos na Terra. É uma consequência justa, baseada no merecimento. Desencarnação é o processo de libertação do espírito. No entanto, este pode ficar apegado a dores, paixões, vícios, materialismo, preocupações. O desligamento do plano material consome dias, meses ou até anos. Há, inclusive, aqueles que não sabem que desencarnaram. Por isso, é importante termos em vida a compreensão de que haverá continuidade e de que não faremos a travessia sozinhos. O espírito é acompanhado por amigos espirituais e familiares. Pela sintonia que estabelece por meio de pensamentos e sentimentos, será atraído para comunidades de luz ou para o umbral, espécie de purgatório temporário, onde terá a chance de aprender e se elevar. Quando estiver preparado, o espírito retornará ao plano físico num novo corpo para quitar dívidas e adquirir créditos. Alguns chegam devendo e voltam ainda mais endividados por causa de orgulho, desequilíbrios e faltas graves. Reencarnamos quantas vezes forem necessárias. Seres de luz podem ascender ao mundo superior e não mais voltar à Terra."
Geraldo Campetti, diretor da Federação Espírita Brasileira (FEB)
Budismo
"Vida e morte são uma unidade, não se separam. Tudo, a cada instante, está nascendo e morrendo e logo não há nascimento a ser desejado nem morte a ser rejeitada. Dentro do quadro imenso do universo, os seres estão em movimento e cada um carrega uma personalidade perecível. O budismo nega o eu eterno. Os seres morrem e renascem abandonando a ideia do que foram. Buda dizia que o corpo morto é uma carroça quebrada e não se deve arrastar uma carroça quebrada, ou seja, devemos nos desapegar dessa forma. O budismo japonês não nega nem afirma categoricamente esse processo. A vertente tibetana aceita a volta do espírito em outras vidas. Para os discípulos dessa corrente, depois da morte do corpo físico a consciência cumpre 49 etapas em 49 dias, a fim de se reorganizar. Depois, há o renascimento em algum nível de realidade, seja humano, animal ou inanimado, determinado pelo carma vivido. Se fatos e circunstâncias influenciaram a vida da pessoa, depois da morte continuam a produzir efeitos e consequências na trajetória dela. Os budistas criam alegorias para entender o que acontece depois desse plano - cada um terá sua própria experiência. Portanto, cabe aqui uma única recomendação: faça o bem a todos os seres. Afinal, não há criaturas piores ou melhores. Todos somos interligados, cada espécie com sua função e necessidade no mundo."
Monja Coen, fundadora da Comunidade Zen Budista, em São Paulo.
Hinduísmo
"Na Índia, quando uma pessoa morre, seu corpo é levado pelos parentes para o Rio Ganges. Lá ocorre a cremação, num ritual repleto de detalhes. Para os indianos, a pessoa não é o corpo, mas a alma, que parte para outra dimensão. Por isso, cantam e festejam. Dependendo do mérito conquistado em vida, o espírito passará um período no loka - uma espécie de céu. Esgotadas as credenciais, tem de retornar à instância física. No trajeto, assimila o que necessita vivenciar na próxima estada - o espírito percorre as dimensões mentais e emocionais e vai conhecendo os desafios que terá de enfrentar na vida nova. Nasce, portanto, imbuído da missão que vem cumprir na encarnação atual, resgatando uma parcela dos erros cometidos no decorrer das vidas anteriores. E regressa para as famílias alinhadas a seu mérito (ou demérito) espiritual, mental e emocional. Almas evoluídas nascem na mais alta casta, a dos brâmanes, representada por sacerdotes e filósofos. O grupo logo abaixo cai na casta dos xátrias, composta de guerreiros e políticos. As almas menos nobres vão para a casta dos comerciantes, os vaishas, e, por último, para a casta dos trabalhadores, os shudras. Quando a alma atinge um patamar espiritual elevado e consegue finalmente se desapegar do mundo material, mental e emocional, passa a ter um entendimento perfeito das coisas, sem ilusões. Aí não precisa mais encarnar. A grande maioria dos indianos aceita essa sina plenamente. Entende que está onde está por mérito e, se ascender, passando por todas as instâncias no decorrer de sucessivas encarnações, haverá uma grande ordem social. Do contrário, imperará a desordem."
Luís Malta Louceiro, filósofo e especialista em cultura indiana.
Judaísmo
"O judaísmo prega que todos os mortos serão ressuscitados na Era Messiânica (quando o Messias chegar à Terra). Mas a ideia da reencarnação também está presente nos livros judaicos, embora os rabinos falem muito pouco sobre ela. Para a cabala - conjunto de princípios espirituais anterior às grandes religiões monoteístas -, a alma é imortal. Antes de nascer, assinamos uma espécie de contrato por meio do qual nos comprometemos a enfrentar determinadas situações desafiadoras que podem trazer tristezas e dificuldades, provações que contribuem para nosso aperfeiçoamento. Quando morremos, revisamos o que fizemos ou não na Terra antes de estar aptos a retornar. Há três níveis de alma que vão pouco a pouco se alojando no corpo. O mais "baixo", chamado nefesh, entra primeiro; o intermediário, ruach, aos 12 ou 13 anos; e o mais elevado, neshama, aos 20 anos. Quando a pessoa morre, a neshama leva uma semana para partir - por isso, nesse período, os espelhos da casa são cobertos. Assim, a alma, ainda confusa em relação a seu estado, não corre o risco de levar um choque ao visitar o local. O segundo nível demora até 30 dias para desabitar o corpo. E o mais baixo até um ano. Enquanto a alma ou partes dela estiverem ligadas ao corpo, não estará pronta para reencarnar, o que pode lhe causar sofrimento. A consciência da pessoa em vida determina seu entendimento na hora da morte. De toda forma, para proteger o ente querido e ajudar a alma a se elevar, demonstrando amor por quem partiu, os familiares entoam uma prece em sua memória, chamada kadish."
Yonatan Shani, diretor do Kabbalah Centre do Brasil
Candomblé
"O candomblé compreende diversas vertentes. Respondo pelo candomblé contemporâneo, que agrega conceitos de filosofia, psicologia e tradições orientais. Sob tal perspectiva, se o indivíduo leva uma vida imbuída de verdade, o pós-morte será uma extensão de suas ações, portanto, uma passagem confortável, sem julgamentos. Tal passagem pode ser facilitada também pela influência dos orixás - entidades que representam o vento, o mar, a mata e assim por diante - e que lhe servem de guias espirituais. Acreditamos no processo evolutivo da reencarnação e na existência de reinos espirituais, para onde se encaminham os mortos, dedicados a cada tradição religiosa. Essas comunidades interagem, não há fronteiras entre elas. Depois da morte, o tempo é relativo e o espírito pode ser resgatado ou não - tudo dependerá de como usou o livre-arbítrio. Quem realiza esse resgate nas comunidades espirituais são os espíritos de luz, como os velhos, os caboclos, os índios, as pombagiras, que recebem quem chega e também transmitem ensinamentos com vistas à evolução. Depois de sucessivas reencarnações, o espírito pode optar por servir aos homens encarnados como um ser de luz e não mais retornar à Terra. Ainda assim segue trabalhando pelo próprio aprimoramento."
Babalorixá Kabila Aruanda, de São Paulo.
Islamismo
"Os muçulmanos acreditam que todos nascem puros e inocentes, com uma beleza inata e a capacidade de progredir e adquirir conhecimento. No entanto, possuímos o livre-arbítrio. Ao mesmo tempo em que temos uma tendência natural para o bem, somos livres e capazes de crueldade e injustiça. Sendo assim, quem professa a fé islâmica será responsabilizado por todos os seus pensamentos e ações no Dia do Juízo, quando o mundo será enrolado como um pergaminho e todos serão julgados por Deus. Aqueles que apresentarem bons atos serão recompensados com o paraíso, os outros irão para o inferno - conceitos puramente metafóricos. A verdadeira natureza do céu e do inferno só é conhecida por Deus. A crença no Dia do Juízo significa que a morte não é o fim da vida, mas um portal para a vida eterna. Portanto, os muçulmanos percebem o tempo como sendo contínuo, desse mundo para o próximo; e o tempo passado aqui moldará a natureza do tempo eterno. Em suma, a salvação - neste mundo e na vida depois da morte - está em praticar boas obras e promover tudo o que seja nobre, justo e digno de louvor."
Ziauddin Sardar, autor de Em que Acreditam os Muçulmanos (Civilização Brasileira)
Catolicismo
"O fundamento da fé na ressurreição se encontra no fato de Deus ter ressuscitado seu filho, Jesus. Morrer e ser ressuscitado significa chegar a uma ampliação plena da cognição, de tal maneira que, só na morte, a pessoa tenha a possibilidade de conhecer, com clareza total e absoluta, o significado e as consequências de sua vida vivida, no nível individual, socioestrutural, histórico e cósmico. Ela própria, junto com Deus e com base nos parâmetros dele, julga sua trajetória, percebendo, em que medida, correspondeu ou não às diretrizes divinas. Tal processo é conhecido por "juízo final". Na morte, Deus oferece a cada pessoa uma última oportunidade de conversão, momento chamado de "purgatório". No entanto, ela pode se negar a aceitar os critérios superiores por Ele estabelecido. Ao agir assim, criaria para si uma situação degradante, o "inferno". Deus quer que todas as pessoas alcancem a plenitude, o "céu", que significa a comunhão plena e íntima com Ele. Dessa forma, o ser humano fica para sempre amparado no amor divino, numa felicidade total, além de viver em comunhão com seus irmãos e irmãs."
Renold Blank, doutor em teologia e filosofia e professor emérito da Pontifícia Faculdade de Teologia de São Paulo.
O medo de errar
Martha Medeiros
Jornal Zero Hora, 25 de setembro de 2011
A gente é a soma das nossas decisões.
É uma frase da qual sempre gostei, mas lembrei dela outro dia num local inusitado: dentro do súper. Comprar maionese, band-aid e iogurte, por exemplo, hoje requer expertise. Tem maionese tradicional, light, premium, com leite, com ômega 3, com limão, com ovos “free range”. Band-aid, há de todos os formatos e tamanhos, nas versões transparente, extratransparente, colorido, temático, flexível.
Absorvente com aba e sem aba, com perfume e sem perfume, cobertura seca ou suave. Creme dental contra o amarelamento, contra o tártaro, contra o mau hálito, contra a cárie, contra as bactérias. É o melhor dos mundos: aumentou a diversificação. E com ela, o medo de errar.
Assim como antes era mais fácil fazer compras, também era mais fácil viver. Para ser feliz, bastava estudar (magistério para as moças), fazer uma faculdade (Medicina, Engenharia ou Direito para os rapazes), casar (com o sexo oposto), ter filhos (no mínimo dois) e manter a família estruturada até o fim do dias. Era a maionese tradicional.
Hoje, existem várias “marcas” de felicidade. Casar, não casar, juntar, ficar, separar. Homem com mulher, homem com homem, mulher com mulher. Ter filhos biológicos, adotar, inseminação artificial, barriga de aluguel – ou simplesmente não tê-los.
Fazer intercâmbio, abrir o próprio negócio, tentar um concurso público, entrar para a faculdade. Mas estudar o quê? Só de cursos técnicos, profissionalizantes e universitários, há centenas. Computação Gráfica ou Informática Biomédica? Editoração ou Ciências Moleculares? Moda, Geofísica ou Engenharia de Petróleo?
A vida padronizada podia ser menos estimulante, mas oferecia mais segurança, era fácil “acertar” e se sentir um adulto. Já a expansão de ofertas tornou tudo mais empolgante, só que incentivou a infantilização: sem saber ao certo o que é melhor para si, surgiu o medo de crescer.
Todos parecem ter 10 anos menos. Quem tem 17, age como se tivesse 7. Quem tem 28, parece ter 18. Quem tem 39, vive como se fossem 29. Quem tem 40, 50, 60, mesma coisa. Por um lado, é ótimo ter um espírito jovial e a aparência idem, mas até quando se pode adiar a maturidade?
Só nos tornamos verdadeiramente adultos quando perdemos o medo de errar. Não somos apenas a soma das nossas escolhas, mas também das nossas renúncias. Crescer é tomar decisões e, depois, conviver pacificamente com a dúvida. Adolescentes prorrogam suas escolhas porque querem ter certeza absoluta – errar lhes parece a morte.
Adultos sabem que nunca terão certeza absoluta de nada, e sabem também que só a morte física é definitiva. Já “morreram” diante de fracassos e frustrações, e voltaram pra vida. Ao entender que é normal morrer várias vezes numa única existência, perdemos o medo – e finalmente crescemos.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Entrevista com o Projeto Manoel Philomeno de Miranda
Há mais de 20 anos, projeto desenvolve estudo sério sobre mediunidade
Cássio Leonardo Carrara - www.oclarim.com.br
Revista Internacional de Espiritismo
Idealizado em 1990, como forma de suprir a carência de orientações às casas espíritas sobre o desenvolvimento de reuniões mediúnicas, o Projeto Manoel Philomeno de Miranda surgiu para desenvolver estudos sobre os rumos da prática mediúnica de qualidade. Ligado à Mansão do Caminho, em Salvador (BA), é composto por José Ferraz, João Neves e Nilo Calazans, que realizam seminários sobre mediunidade e atendimento fraterno em todo o país. O trio também possui oito livros publicados, sendo o mais recente intitulado Estudando O Livro dos Médiuns, um estudo comentado de O Livro dos Médiuns.
RIE – Como surgiu o Projeto Manoel Philomeno de Miranda?
Projeto – O nosso projeto surgiu como uma proposta, uma reivindicação dos espíritas baianos durante um congresso realizado em 1990. No final do evento, uma delegação voluntária se dirigiu aos organizadores para pleitear que a Federação Espírita do Estado da Bahia criasse uma equipe para ajudá-los em suas tarefas dentro dos centros espíritas, em seus estudos; eles estavam se sentindo desamparados com muitos centros espíritas inexperientes e então a Federação, que tinha essa mentalidade de criar projetos operativos, acatou a ideia e saiu a campo para as convocações necessárias. Surgiram companheiros de vários centros, principalmente de Salvador, desejando se agregar à tarefa para organizar o movimento, para promover eventos. E a tarefa naturalmente foi apoiada pelo mundo espiritual. Surgiram catorze pessoas para o programa e na medida do possível essas pessoas começaram a realizar pequenos eventos em Salvador, mas quando surgiu a necessidade das viagens, de exteriorizar a proposta, muitos não podiam fazê-lo e foram voltando ao universo de suas casas espíritas e a responsabilidade caiu gradativamente em nós três. No início, éramos quatro, mas o companheiro que era Vice-presidente da Federação Espírita do Estado da Bahia adoeceu e a proposta, então, acabou convergindo para nós três, que tínhamos uma grande sintonia de amizade, pois trabalhávamos profissionalmente na mesma empresa e no mesmo centro espírita, o Centro Espírita Caminho da Redenção, que mantém a Mansão do Caminho.
RIE – Além da realização de seminários por todo o país, vocês já possuem vários livros publicados abordando o estudo da mediunidade. Comentem um pouco sobre essas publicações.
Projeto – Subitamente surgiu a ideia de escrevermos aquilo que estávamos transmitindo em nossos seminários. Começou, então, a elaboração do nosso primeiro livro, Reuniões mediúnicas. Posteriormente escrevemos outros livros: Vivência mediúnica; Terapia pelos passes; Atendimento fraterno; Qualidade na prática mediúnica; Consciência e mediunidade. Depois surgiu a necessidade da abrangência da questão da Terapia pelos passes e escrevemos o livro Passes: aprendendo com os espíritos e, finalmente, o nosso último livro, intitulado Estudando O Livro dos Médiuns, que não tem a intenção presunçosa de substituir o original, mas representa uma colaboração para facilitar o estudo desta obra monumental que é o maior tratado sobre paranormalidade humana, escrita por Allan Kardec e intitulada O Livro dos Médiuns, que este ano, no dia 15 de janeiro, completou 150 anos de existência na Terra. Nenhuma pessoa pode, conforme ensina o prefácio do nosso patrono Manoel Philomeno de Miranda, colocar na pauta de sua vida a prática da mediunidade sem um estudo aprofundado deste livro que, segundo ele, é capaz de levar ao candidato ao exercício da mediunidade uma trajetória sem lágrimas, sem sacrifícios, mas também sem utopias, sem presunção, sem irresponsabilidade e sem encantamento.
RIE – Vocês iniciaram, há algum tempo, o exercício prático dos ensinamentos que estavam apenas no campo teórico. Descrevam esta experiência.
Projeto – Depois de completarmos dezoito anos realizando seminários pelo Brasil, nós sentimos a necessidade de colocar em prática essa atividade teórica. E Joanna de Ângelis nos ofereceu um grupo heterogêneo, de outras casas espíritas, que começaram a frequentar o Centro Espírita Caminho da Redenção. Esta prática para nós foi muito importante, pois pudemos verificar que é possível realizar reuniões mediúnicas com qualidade, utilizando os ensinamentos do Projeto Manoel Philomeno de Miranda. Nós iniciamos, durante três meses, sem reuniões mediúnicas, porque não conhecíamos todos os componentes, não tínhamos ainda intimidade com a maioria deles. O nosso centro espírita é muito grande, tem uma média de 700 pessoas por reunião, e a gente apenas via determinadas pessoas sem realmente conhecê-las. E foi muito bom, pois nesses três meses nós nos conhecemos. Primeiramente, entregamos o regimento da reunião mediúnica. Todos levaram para casa e na semana seguinte nós o discutimos. Todos ficaram a par dos seus direitos, mas também dos seus deveres: de como se comportar, do que é necessário para se preparar para a reunião e isso foi muito importante. Depois, nós instituímos a prática. Como nos nossos seminários, em muitos locais, as pessoas diziam que faziam estudos antes das reuniões, nós achamos por bem colocar em prática o que ensinávamos, e o estudo deveria ser realizado após a reunião. Num primeiro momento, estudamos o livro Trilhas da Libertação, de Manoel Philomeno de Miranda, capítulo por capítulo, através de uma distribuição em que cada um dos componentes estudava um capítulo durante uma semana e compartilhava com os demais os pontos que considerava mais importantes e os outros participavam desse estudo com suas opiniões. Terminamos o estudo do livro Trilhas da Libertação e já estamos quase finalizando Nos domínios da mediunidade, de André Luiz. Além do estudo, nós temos uma parte que é muito importante. O mundo espiritual, neste momento, ajuda a retirar os resquícios que trouxemos da reunião mediúnica e todos saem, ao término desta atividade, tranquilos, sem sequelas, alegres e sorridentes.
RIE – Com base nesse estudo prático, vocês detectaram dificuldades e muitos benefícios. Que orientações vocês poderiam dar às casas espíritas que realizam estudos mediúnicos?
Projeto – Primeiro que deem oportunidade para as pessoas que participam interagirem entre si. Essa oportunidade de estudo, de preparação, foi excelente para que todos se desinibissem e interagissem, e depois, no estudo posterior, todas as pessoas do grupo têm o seu dia de ser o facilitador, treinando assim a comunicação, o contato e se sentindo estimulados para assumir outras tarefas no centro espírita. Muitos foram para o atendimento fraterno, para o trabalho social. Então tem sido uma bênção esta oportunidade que estamos dando às pessoas. Ressaltamos que os trinta minutos que estudamos após a reunião mediúnica, não representam um estudo desconectado do que vivenciamos na prática. Sempre trazemos os problemas da prática para analisá-los à luz do estudo que estamos fazendo. Periodicamente deixamos até de fazer o estudo para avaliarmos as comunicações, as posturas dos médiuns, fazendo com que a nossa equipe tenha realizado um progresso, pois nós tínhamos uma dimensão de capacitação da nossa própria instituição e as pessoas inexperientes do nosso trabalho se desenvolveram muito mais rapidamente. Os dialogadores têm evoluído no processo de comunicação, de desinibição; os médiuns começaram a ter uma postura harmônica e equilibrada e nestes três anos de experimentações nós vemos que o trabalho da mediunidade realiza atendimentos mais complexos, o que não achávamos ser possível neste curto espaço de tempo. Sabemos que a educação da mediunidade é lenta, os médiuns vão aos poucos adquirindo experiência. O nosso benfeitor, Manoel Philomeno de Miranda. sempre vem às reuniões trazer uma mensagem e os médiuns se sentem felizes e cada vez mais integrados à casa espírita.
RIE – Suas considerações finais.
Projeto – Um detalhe muito importante é que os nossos livros estão tendo uma aceitação ascendente não só no Brasil, mas também no exterior. Diz Divaldo Franco, quando conversa conosco, que em muitos países que ele tem transitado as pessoas gostam mais de estudar os nossos livros do que propriamente O Livro dos Médiuns, o que consideramos uma precipitação, pois esse livro é insubstituível. Não devemos nunca deixá-lo à margem, mesmo porque ele tem em seu conteúdo informações preciosíssimas que não podemos esquecer de forma alguma. E temos observado que muitas pessoas, durante os nossos seminários, vêm trazer uma imagem de O Livro dos Médiuns que não achamos realista. Dizem: “O Livro dos Médiuns é um livro com muito material didático, mas do tempo de Kardec. É um livro muito difícil de estudar”. Até certo ponto, ele é sim difícil de estudar, pois representa um tratado científico de paranormalidade humana. E foi por isso que escrevemos o livro Estudando O Livro dos Médiuns, apresentando de uma forma mais didática, englobando determinados capítulos em um só e ali introduzimos as nossas observações e as nossas experiências adquiridas durante um largo período de vivência da prática mediúnica. Portanto, tem sido muito gratificante este trabalho que estamos realizando em dois aspectos: um laboratório para realização do trabalho mediúnico e, sobretudo os seminários, em que introduzimos a parte de perguntas e respostas, que enriquece muito o nosso trabalho. Os convites são frequentes, de vários Estados, mas muitas vezes não conseguimos atender a todos, pois temos compromissos no Centro Espírita Caminho da Redenção e procuramos conciliar nosso trabalho com a divulgação do Espiritismo. Nosso e-mail para contato é nilocalazans@superig.com.br e através do site www.projetomanoelphilomenodemiramanda.com as pessoas podem acessar o conteúdo dos nossos dezessete seminários, também em espanhol, e adquirirem mais informações sobre o Projeto, multiplicando a divulgação dos conhecimentos que disponibilizamos para uso.
Cássio Leonardo Carrara - www.oclarim.com.br
Revista Internacional de Espiritismo
Idealizado em 1990, como forma de suprir a carência de orientações às casas espíritas sobre o desenvolvimento de reuniões mediúnicas, o Projeto Manoel Philomeno de Miranda surgiu para desenvolver estudos sobre os rumos da prática mediúnica de qualidade. Ligado à Mansão do Caminho, em Salvador (BA), é composto por José Ferraz, João Neves e Nilo Calazans, que realizam seminários sobre mediunidade e atendimento fraterno em todo o país. O trio também possui oito livros publicados, sendo o mais recente intitulado Estudando O Livro dos Médiuns, um estudo comentado de O Livro dos Médiuns.
RIE – Como surgiu o Projeto Manoel Philomeno de Miranda?
Projeto – O nosso projeto surgiu como uma proposta, uma reivindicação dos espíritas baianos durante um congresso realizado em 1990. No final do evento, uma delegação voluntária se dirigiu aos organizadores para pleitear que a Federação Espírita do Estado da Bahia criasse uma equipe para ajudá-los em suas tarefas dentro dos centros espíritas, em seus estudos; eles estavam se sentindo desamparados com muitos centros espíritas inexperientes e então a Federação, que tinha essa mentalidade de criar projetos operativos, acatou a ideia e saiu a campo para as convocações necessárias. Surgiram companheiros de vários centros, principalmente de Salvador, desejando se agregar à tarefa para organizar o movimento, para promover eventos. E a tarefa naturalmente foi apoiada pelo mundo espiritual. Surgiram catorze pessoas para o programa e na medida do possível essas pessoas começaram a realizar pequenos eventos em Salvador, mas quando surgiu a necessidade das viagens, de exteriorizar a proposta, muitos não podiam fazê-lo e foram voltando ao universo de suas casas espíritas e a responsabilidade caiu gradativamente em nós três. No início, éramos quatro, mas o companheiro que era Vice-presidente da Federação Espírita do Estado da Bahia adoeceu e a proposta, então, acabou convergindo para nós três, que tínhamos uma grande sintonia de amizade, pois trabalhávamos profissionalmente na mesma empresa e no mesmo centro espírita, o Centro Espírita Caminho da Redenção, que mantém a Mansão do Caminho.
RIE – Além da realização de seminários por todo o país, vocês já possuem vários livros publicados abordando o estudo da mediunidade. Comentem um pouco sobre essas publicações.
Projeto – Subitamente surgiu a ideia de escrevermos aquilo que estávamos transmitindo em nossos seminários. Começou, então, a elaboração do nosso primeiro livro, Reuniões mediúnicas. Posteriormente escrevemos outros livros: Vivência mediúnica; Terapia pelos passes; Atendimento fraterno; Qualidade na prática mediúnica; Consciência e mediunidade. Depois surgiu a necessidade da abrangência da questão da Terapia pelos passes e escrevemos o livro Passes: aprendendo com os espíritos e, finalmente, o nosso último livro, intitulado Estudando O Livro dos Médiuns, que não tem a intenção presunçosa de substituir o original, mas representa uma colaboração para facilitar o estudo desta obra monumental que é o maior tratado sobre paranormalidade humana, escrita por Allan Kardec e intitulada O Livro dos Médiuns, que este ano, no dia 15 de janeiro, completou 150 anos de existência na Terra. Nenhuma pessoa pode, conforme ensina o prefácio do nosso patrono Manoel Philomeno de Miranda, colocar na pauta de sua vida a prática da mediunidade sem um estudo aprofundado deste livro que, segundo ele, é capaz de levar ao candidato ao exercício da mediunidade uma trajetória sem lágrimas, sem sacrifícios, mas também sem utopias, sem presunção, sem irresponsabilidade e sem encantamento.
RIE – Vocês iniciaram, há algum tempo, o exercício prático dos ensinamentos que estavam apenas no campo teórico. Descrevam esta experiência.
Projeto – Depois de completarmos dezoito anos realizando seminários pelo Brasil, nós sentimos a necessidade de colocar em prática essa atividade teórica. E Joanna de Ângelis nos ofereceu um grupo heterogêneo, de outras casas espíritas, que começaram a frequentar o Centro Espírita Caminho da Redenção. Esta prática para nós foi muito importante, pois pudemos verificar que é possível realizar reuniões mediúnicas com qualidade, utilizando os ensinamentos do Projeto Manoel Philomeno de Miranda. Nós iniciamos, durante três meses, sem reuniões mediúnicas, porque não conhecíamos todos os componentes, não tínhamos ainda intimidade com a maioria deles. O nosso centro espírita é muito grande, tem uma média de 700 pessoas por reunião, e a gente apenas via determinadas pessoas sem realmente conhecê-las. E foi muito bom, pois nesses três meses nós nos conhecemos. Primeiramente, entregamos o regimento da reunião mediúnica. Todos levaram para casa e na semana seguinte nós o discutimos. Todos ficaram a par dos seus direitos, mas também dos seus deveres: de como se comportar, do que é necessário para se preparar para a reunião e isso foi muito importante. Depois, nós instituímos a prática. Como nos nossos seminários, em muitos locais, as pessoas diziam que faziam estudos antes das reuniões, nós achamos por bem colocar em prática o que ensinávamos, e o estudo deveria ser realizado após a reunião. Num primeiro momento, estudamos o livro Trilhas da Libertação, de Manoel Philomeno de Miranda, capítulo por capítulo, através de uma distribuição em que cada um dos componentes estudava um capítulo durante uma semana e compartilhava com os demais os pontos que considerava mais importantes e os outros participavam desse estudo com suas opiniões. Terminamos o estudo do livro Trilhas da Libertação e já estamos quase finalizando Nos domínios da mediunidade, de André Luiz. Além do estudo, nós temos uma parte que é muito importante. O mundo espiritual, neste momento, ajuda a retirar os resquícios que trouxemos da reunião mediúnica e todos saem, ao término desta atividade, tranquilos, sem sequelas, alegres e sorridentes.
RIE – Com base nesse estudo prático, vocês detectaram dificuldades e muitos benefícios. Que orientações vocês poderiam dar às casas espíritas que realizam estudos mediúnicos?
Projeto – Primeiro que deem oportunidade para as pessoas que participam interagirem entre si. Essa oportunidade de estudo, de preparação, foi excelente para que todos se desinibissem e interagissem, e depois, no estudo posterior, todas as pessoas do grupo têm o seu dia de ser o facilitador, treinando assim a comunicação, o contato e se sentindo estimulados para assumir outras tarefas no centro espírita. Muitos foram para o atendimento fraterno, para o trabalho social. Então tem sido uma bênção esta oportunidade que estamos dando às pessoas. Ressaltamos que os trinta minutos que estudamos após a reunião mediúnica, não representam um estudo desconectado do que vivenciamos na prática. Sempre trazemos os problemas da prática para analisá-los à luz do estudo que estamos fazendo. Periodicamente deixamos até de fazer o estudo para avaliarmos as comunicações, as posturas dos médiuns, fazendo com que a nossa equipe tenha realizado um progresso, pois nós tínhamos uma dimensão de capacitação da nossa própria instituição e as pessoas inexperientes do nosso trabalho se desenvolveram muito mais rapidamente. Os dialogadores têm evoluído no processo de comunicação, de desinibição; os médiuns começaram a ter uma postura harmônica e equilibrada e nestes três anos de experimentações nós vemos que o trabalho da mediunidade realiza atendimentos mais complexos, o que não achávamos ser possível neste curto espaço de tempo. Sabemos que a educação da mediunidade é lenta, os médiuns vão aos poucos adquirindo experiência. O nosso benfeitor, Manoel Philomeno de Miranda. sempre vem às reuniões trazer uma mensagem e os médiuns se sentem felizes e cada vez mais integrados à casa espírita.
RIE – Suas considerações finais.
Projeto – Um detalhe muito importante é que os nossos livros estão tendo uma aceitação ascendente não só no Brasil, mas também no exterior. Diz Divaldo Franco, quando conversa conosco, que em muitos países que ele tem transitado as pessoas gostam mais de estudar os nossos livros do que propriamente O Livro dos Médiuns, o que consideramos uma precipitação, pois esse livro é insubstituível. Não devemos nunca deixá-lo à margem, mesmo porque ele tem em seu conteúdo informações preciosíssimas que não podemos esquecer de forma alguma. E temos observado que muitas pessoas, durante os nossos seminários, vêm trazer uma imagem de O Livro dos Médiuns que não achamos realista. Dizem: “O Livro dos Médiuns é um livro com muito material didático, mas do tempo de Kardec. É um livro muito difícil de estudar”. Até certo ponto, ele é sim difícil de estudar, pois representa um tratado científico de paranormalidade humana. E foi por isso que escrevemos o livro Estudando O Livro dos Médiuns, apresentando de uma forma mais didática, englobando determinados capítulos em um só e ali introduzimos as nossas observações e as nossas experiências adquiridas durante um largo período de vivência da prática mediúnica. Portanto, tem sido muito gratificante este trabalho que estamos realizando em dois aspectos: um laboratório para realização do trabalho mediúnico e, sobretudo os seminários, em que introduzimos a parte de perguntas e respostas, que enriquece muito o nosso trabalho. Os convites são frequentes, de vários Estados, mas muitas vezes não conseguimos atender a todos, pois temos compromissos no Centro Espírita Caminho da Redenção e procuramos conciliar nosso trabalho com a divulgação do Espiritismo. Nosso e-mail para contato é nilocalazans@superig.com.br e através do site www.projetomanoelphilomenodemiramanda.com as pessoas podem acessar o conteúdo dos nossos dezessete seminários, também em espanhol, e adquirirem mais informações sobre o Projeto, multiplicando a divulgação dos conhecimentos que disponibilizamos para uso.
Carlos Vereza: Ator, que é espírita, diz sentir energia das pessoas e escreve livro
Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro | 01/11/2011 07:00
Carlos Vereza concede a entrevista a seguir em seu apartamento, no 13º andar de um prédio cuja varanda tem ampla vista para a praia da Barra da Tijuca e a Pedra da Gávea, no Rio. É desta mesma varanda que o ator diz já ter avistado diversos discos voadores. Com ajuda do assessor pessoal, Roberto Ricardo, filmou pelo celular o que seriam alguns deles e cedeu ao iG as imagens. “Os extraterrestres estão limpando a crosta terrestre das explosões atômicas que acontecem no sul do oceano pacífico”, diz, enfático.
Ator contratado da TV Globo – vai fazer a próxima novela das 6 -, prestes a completar 53 anos de carreira, com prestígio nacional construído a partir de memoráveis papéis na televisão, premiado no teatro e com atuação marcante também no cinema, Vereza pretende lançar até março, quando completa 71 anos, o livro “Efeito Especial – Estilhaços Biográficos. Vida Privada de Karl Marx”.
Seu contato com o espiritismo, religião que segue até hoje, surgiu a partir de um incidente ocorrido durante a gravação do seriado “Delegacia de Mulheres”, da TV Globo, há 22 anos. “Explodiu pólvora no meu ouvido esquerdo e, por causa disso, fiquei três anos em depressão e internado em vários sanatórios”, conta. O episódio é relatado com detalhes em seu livro.
Divorciado, Vereza mora sozinho com uma empregada. Na sala do apartamento, entre outras, há imagens de Nossa Senhora da Conceição, de uma figura indiana, uma estátua de São Jorge. Pede para que nenhuma das imagens seja fotografada, “em respeito a elas”.
Entre uma xícara de café e outra, Vereza conta que é médium intuitivo. Relata que espíritos batem a sua porta, o chamam pelo seu nome, acendem e apagam a luz, ligam o computador. “Não tenho medo de que me achem louco”, diz o ator. Ele tem muita fé em sua religião, mas diz que não pede ajuda para compor seus personagens. “Aí é o talento que Deus me deu”.
G: Por que detalhar em um livro o episódio que afetou sua audição?
CARLOS VEREZA: O acidente mudou minha vida. Ouvia um zumbido fortíssimo que me causou depressão, labirintite, insônia Acabou meu casamento de 15 anos (com a artista plástica Delma de Oliveira Godoy). Ficava só deitado, igual a um vegetal. Foi quando minha tia falou para eu ir ao Lar do Frei Luiz (centro espírita na zona oeste do Rio), que tinha curado meu primo de leucemia.
iG: Qual é a relação da sua depressão com a “vida privada de Karl Marx”, subtítulo do livro?
CARLOS VEREZA: Fui do Partido Comunista por 15 anos, mas nunca fui ateu, por não acreditar no mundo como obra do acaso. Ia às reuniões do partido com a medalhinha de São Jorge. Gosto da história de vida do Marx que, ao contrário dos comunistas amigos do Lula, morreu na miséria e teve duas filhas que se suicidaram. Faço um paralelo da utopia dele, contando o ser humano que ele foi.
iG: Mas o senhor trocou o comunismo pelo espiritismo?
CARLOS VEREZA: Deixei de ser comunista quando a União Soviética invadiu a Hungria. Me tornei espírita quando me curaram, sem me cobrarem absolutamente nada. Ciência, filosofia e religião são o tripé do espiritismo, que foi decodificado por um cético chamado Alan Kardec. Os fenômenos paranormais existem desde que o mundo é mundo. A primeira psicografia do mundo foi a tábua dos Dez Mandamentos.
iG: Já presenciou algum fenômeno paranormal?
CARLOS VEREZA: Vários, vários, vários. Lá no Frei Luiz temos a sessão de materialização. O médico deita numa cabine, expele um ectoplasma e, dele, se forma um espírito materializado. Em carne e osso. Este espírito traz do plano astral aparelhos de laser para o tratamento de quase 40 pessoas em cerca de uma hora. O médico fica em transe. O ectoplasma é composto por gás carbônico, hidrogênio, oxigênio...
iG: Sei.
CARLOS VEREZA: O espírito vem com uma capa branca que parece de algodão. Teve um dia em que ele deixou a capa branca para a gente. Já tive um pedacinho desse pano, mas é que aqui em casa tudo some... É uma tolice achar que só existe a matéria. Taí a física quântica para mostrar que passado, presente e futuro estão num só plano.
iG: Tem algum poder sobrenatural?
CARLOS VEREZA: Todo mundo tem mediunidade, só que nem todos desenvolvem. Tem o vidente, o audiente (que ouve vozes de espíritos), o psicógrafo, o “vista dupla” (que vê pessoas ao seu lado que você não enxerga)... Todos nós somos videntes. Dizem que sou médium intuitivo. Eu pressinto, mas não sou nenhum profeta.
iG: Explique melhor.
CARLOS VEREZA: Sinto a vibração das pessoas que entram na minha casa.
iG: E o que sentiu quando chegamos?
CARLOS VEREZA: Boa, boa, boa... Muito boa.
iG: O senhor vê pessoas mortas?
CARLOS VEREZA: Nunca vi nenhum espírito, mas já senti. Às vezes escuto o meu nome, “Caaarlos, Caaarlos”, bem nitidamente. Às vezes eles batem na minha porta. Quando vejo, não tem ninguém. Já nem abro mais a porta, já estou acostumado de tanto que batem. Eles queimam interruptores, acendem a luz do nada... Mas isso não é todo dia. Queria falar também que tenho uma relação muito forte com ufologia.
iG: O senhor pede ajuda espiritual para compor personagens?
CARLOS VEREZA: São 53 anos de carreira que vou fazer em dezembro, meu filho. Aí é o talento que Deus me deu, né? Para você cair logo desmaiado, leia esta mensagem em voz alta (Vereza entrega ao repórter um texto “psicografado”, atribuído por ele à autora de novelas Janete Clair, falecida em 1983).
“Janete Clair chega emocionada junto à mesa, coloca uma rosa vermelha, manda seu amor e saudade aos filhos e netos, diz estar bem, fazendo novelas em um belo e agradável teatro, onde ensina jovens a representar peças de amor cristão com ensinamentos e muita alegria, e assim meus queridos vamos aprendendo a amar, a viver. Temos responsabilidades antes e depois, pensem nisso com fé e alegria sempre. Meus amigos, força, coragem e luz. Paz a todos. Ana Maria, oramos para você de mãos dadas, em um belo jardim cultivado por nós mesmos. Como estou feliz. A vida continua. Denise e Alfredo, meus amados, força, sigam os passam de Jesus também com alegria. Lar de Frei Luis. Médium Vanete. 14/07/2004”
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
O meu filho vê espíritos
Outubro 13, www.jornaldascaldas.com, Portugal
Por José Lucas
Posteriormente, quis falar connosco em privado. Expôs o seu assunto. Tinha visões já desde pequena, mas ultimamente essas visões têm sido mais recorrentes. Via Espíritos, isto é, pessoas que já tinham largado o corpo de carne pelo fenómeno natural da morte e que estão tão vivos quanto nós, só que noutra dimensão existencial. Queria saber como resolver o “problema”. O irmão, com quatro anos de idade, também vê os mesmos Espíritos, ao que a mãe retruca dizendo que é tudo mentira. Confusão total na cabeça do miúdo: por um lado vê uma realidade, por outro a mãe diz que não existe.
Lá explicámos à Joana que a percepção extra-sensorial (ou mediunidade) é apenas um 6º sentido que todos possuímos. Na maioria das pessoas, está adormecido. Noutras, esse sentido está a desabrochar e, em algumas pessoas esse 6º sentido está desenvolvido (os chamados médiuns). Explicámos que ter mediunidade é como ter visão, olfacto, tacto, audição e gosto. Fizemos um paralelismo: se porventura fosse cega de nascença e, aos 15 anos, de repente, começasse a ver no meio da rua, essa nova característica (visão) normal para quase todos nós, seria um problema pois não saberia quais as cores, como lidar com a luz do sol etc.
Diria que ver era um problema, enquanto que os demais, habituados a ver desde pequenos, diriam o oposto: “que não, que ver é óptimo e é muito fácil”.
Assim se passa com a mediunidade: quando começa a desabrochar, não sabemos lidar com ela, ficamos intrigados e por vezes com alguns contratempos. Mas, após a aprendizagem, o médium (pessoa que capta o mundo extra-físico) leva uma vida perfeitamente normal.
A solução passa por aprender a lidar com essa nova faculdade, e na nossa óptica não conhecemos melhor caminho do que começar a frequentar um Centro Espírita, integrar-se num grupo de estudo (Curso Básico de Espiritismo ou outros), ler e estudar os livros de Allan Kardec (o pesquisador dos factos espíritas), entre outros hábitos, como a leitura diária de um livro espírita, meditação e oração.
Joana ficou mais aliviada, sentia-se normal, afinal havia outras pessoas como ela, que tinham a mesma percepção. Foi um alívio: “Afinal não estou maluca…” .
A mediunidade (ou percepção extra-sensorial) é uma faculdade tão natural como ver ouvir, falar, e carece de ser orientada num Centro Espírita
Ficou de voltar e frequentar o Centro Espírita (que é uma escola do Espírito), aprender.
A moderna Psiquiatria já alerta os médicos para este facto, para que as pessoas que apareçam nos consultórios com visões, audição de vozes que mais ninguém houve, não sejam taxadas de loucas (como outrora), mas que isso pode reflectir um estado cultural (é a admissão antropológica da mediunidade por parte da ciência médica).
Allan Kardec, no livro “A Génese” referia as crianças da Nova Era (o prelúdio da transição do planeta Terra para um grau superior) que voltariam para dar um novo impulso evolutivo à Terra.
No Novo Testamento, em Actos, 2:17, podemos encontrar a referência de que no fim dos tempos (não significa o fim do mundo, mas sim o fim de um ciclo, uma fase de transição para melhor) “…E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos terão sonhos”.
A mediunidade (ou percepção extra-sensorial) é uma faculdade do ser humano que cada vez mais adentra a casa do rico, do pobre, do branco, do negro, do instruído e do pouco instruído, para que assim a espiritualidade se torne perceptível a toda a humanidade e, não seja apenas pertença de um grupo de iniciados, de um grupo de padres ou dirigentes.
O Centro Espírita continua a ser esse portal para o entendimento de uma nova realidade, que catapultará inevitavelmente o ser humano de um nível existencial egóico para uma dimensão existencial mais fraterna, compreensiva, tolerante, nesta fase de transição, para que um dia se instale na Terra o “reino de Deus”, isto é, que sejamos um mundo mais evoluído, onde não haja mais fome nem guerras e, onde todos se auxiliarão e amarão como irmãos universais.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Doenças
De Viviane Mose
são poemas presos
abscessos, tumores, nódulos, pedras
são palavras calcificadas
poemas sem vazão
mesmo cravos pretos, espinhas,
cabelo encravado,
prisão de ventre,
poderiam um dia ter sido poema
pessoas às vezes adoecem de gostar de palavra presa
palavra boa é palavra líquida
escorrendo em estado de lágrima
lágrima é dor derretida
dor endurecida é tumor
lágrima é alegria derretida
alegria endurecida é tumor
lágrima é raiva derretida
raiva endurecida é tumor
lágrima é pessoa derretida
pessoa endurecida é tumor
tempo endurecido é tumor
tempo derretido é poema
palavra suor é melhor do que palavra cravo
que é melhor do que palavra catarro
que é melhor do que palavra bílis
que é melhor do que palavra ferida
que é melhor do que palavra nódulo
que nem chega perto da palavra tumores internos
palavra lágrima é melhor
palavra é melhor
é melhor poema
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Espíritos nos cinemas
diariodonordeste.globo.com
Considerado o livro mais importante para os seguidores da doutrina espírita, "O Livro dos Espíritos" serviu como inspiração para o filme que estreia, sexta-feira, em circuito nacional
| A produção foi concebida a partir de roteiros enviados por realizadores de todo o Brasil. Os escolhidos foram unidos por meio do roteiro de André Marouço |
"O Filme dos Espíritos" é mais uma produção do boom do gênero transcendental, que começou há três anos, com a cinebiografia do médium cearense Bezerra de Menezes, dirigida por Joe Pimentel e Glauber Filho. Na sequência, vieram "Chico Xavier - O Filme" (2010), com direção de Daniel Filho; "Nosso Lar", também de 2010, dirigido e roteirizado por Wagner de Assis; e "As Mães de Chico Xavier", assinado por Glauber Filho e Halder Gomes, lançado em abril desse ano, por ocasião do encerramento das comemorações do centenário do médium mineiro Chico Xavier.
"Vejo a questão do cinema transcendental como algo que não nasceu no Brasil, a gente só vem se apropriando disso. Nasceu na meca do cinema, que é Hollywood, eles perceberam que havia espaço e que o ser humano está ávido por encontrar repostas existenciais acerca das questões espirituais. Isso redundou em sucessos como ´Gosth - Do outro lado da vida´, ´Sexto Sentido´, ´Amor além da vida´ e tantos outros. Era natural que o país com maior número de espíritas, que é o Brasil, nos dedicássemos a levar nossos conhecimentos acerca das questões espirituais também para a sétima arte", explica André. "É um gênero novo e acredito que, assim como existe drama, comédia, acho que vai ter o espiritualista, que é mais abrangente que o espírita. Porque o ser humano está ávido buscando respostas, e o cinema, por acessar a emoção, é uma ferramenta muito interessante para a propagação dessas ideias. Podemos citar como diferencial do ´Filme dos Espíritos´, levando em conta as outras telas anteriores, porque tivemos esse assunto na filmografia espírita brasileira".
Tanta movimentação em torno de um segmento que até pouco tempo atendia seu público e seguidores somente através da literatura, aliás, vasta, claro que chama muita atenção. Há quem não goste e tem quem ignore, mas que a vertente espiritualista difundida através da sétima arte tem público, ou devotos, assegurados, isso é inquestionável. De acordo com seus produtores, o gênero transcendental nesses três anos levou mais de oito milhões de espectadores aos cinemas brasileiros.
Produzido pela Mundo Maior Filmes, de São Paulo, e distribuído pela Paris Filmes, "O Filme dos Espíritos", dirigido por André Marouço e Michel Dubret, dramatiza a história do personagem Bruno Alves, interpretado pelo ator Reinaldo Rodrigues, que, aos 40 anos, perde a mulher, o emprego e se vê em profunda depressão e entrando pelas veredas do suicídio. A guinada na vida do protagonista se dá após encontrar "O Livro dos Espíritos" (Le Livre des Esprits), de 1860, considerada a Bíblia dos espíritas, escrita, ou psicografada, pelo francês Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail, 1804-1869). Daquele momento em diante, o personagem passa a encontrar respostas para seus dramas e medos e torna-se protagonista de sua própria descoberta como ser material e espiritual.
"A doutrina espírita tem uma espinha dorsal, onde se apoiam seus principais conceitos. Enigmas existenciais como quem é Deus, imortalidade da alma, dependência do espírito sobre a matéria, comunicação entre os mundos, e outras questões, tudo isso é muito bem explicado no filme. Mas a palavra espiritismo ou espírita não é citada uma única vez, porque não é objetivo do filme converter pessoas à doutrina espírita, mas, sim, educar quanto à questões espirituais na vida cotidiana", destaca Marouço.
Elenco do outro mundo
Quem novamente encarna um novo personagem transcendental são os atores Nelson Xavier, dessa vez, no papel do psiquiatra Levy, e a atriz Ana Rosa, que atuou em "Bezerra de Menezes" e "Chico Xavier". A novidade no elenco ficou por conta da participação especial, e estreia como atriz, da apresentadora e ex-modelo, Luciana Gimenez.
Outra peculiaridade foi a forma como se deu a preparação do roteiro de "O Filme dos Espíritos". A produtora Mundo Maior Filmes angariou cerca de 100 roteiros de estudantes de cinema e audiovisual de diversas regiões do Brasil. Desses, foram selecionados e produzidos oito trabalhos, sendo sete de São Paulo e um da Paraíba.
O trabalho finalizado rendeu um longa de uma hora e quarenta minutos de dramaturgias ideológicas, com locações e imagens externas captadas em Guarulhos, Atibaia, Ubatuba, Araçoiaba da Serra, todas essas cidades de São Paulo, e Cajazeiras, na Paraíba.
"O projeto teve dois momentos", explica André Marouço. "Em um deles chamamos jovens universitários ou recém formados, em cinema ou audiovisual, e recebemos inscrição do Brasil. Pedimos que escrevessem roteiros de curtas metragens que explicassem trechos do ´Livro dos Espíritos´, a primeira e principal obra espírita escrita até hoje. A segunda etapa do projeto foi a criação de um roteiro de longa-metragem, que teve a incumbência de reunir trechos desses curtas, daí o roteirista fui eu. Trabalhamos para incluir os curtas de tal forma que não ficasse uma colcha de retalhos, que desse linearidade e fluidez para a obra. Nossa opção não foi trabalhar em estúdio, mas em externas condizentes com a narrativa, com a história".
Outra novidade no cinema brasileiro espiritualista é a destinação de parte da renda do filme para construção de ambulatórios das Casas André Luiz, que dão assistência de saúde a pessoas portadoras de limitações físicas e psíquicas.
"As Casas André Luiz atendem hoje cerca de 1400 pessoas portadoras de deficiência intelectual e física e, com esse filme, esperamos abrir novas unidades ambulatoriais. As casas ficam em São Paulo e Guarulhos, mas atendem pessoas de diversas partes do Brasil, inclusive do Ceará", adianta André Marouço. "Sou gestor das duas unidades de negócios audiovisuais da Fundação Espírita André Luiz, ela é a responsável pela divulgação da doutrina espírita através do audiovisual, do rádio e dos livros. A Fundação é de 1990, tem 21 anos, mas as Casas são entidades com 62 anos de existência. A Fundação nasceu lá dentro. Mas, enfim, estamos muito felizes em ir lançar esse filme aí, no Ceará. Uma das coprodutoras (Estação Luz Filmes) é daí, temos grandes parceiros, como o Eduardo Girão, amigos com muito mais experiência que nós. A expectativa para o lançamento em Fortaleza é das melhores", diz André.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
45 lições que a vida me ensinou
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sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Opinião: Divaldo x Medrado e bobagens que a turma fala
Por Alamar Regis Carvalho
Rede Visão
“Olhe, não é querendo falar mal não, mas fulano anda fazendo isto e aquilo... anda falando isto e aquilo... me disseram que...”
Tudo isto em nosso movimento é feito “muito fraternalmente”, sem maldade nenhuma, muito pelo contrário, com muita “caridade”, já que amamos muito os nossos confrades.
Conforme todos nós sabemos, o amor entre os espíritas é algo tão notável, para morador do ministério da União Divina nenhum botar defeito.
Nos tempos iniciais do Espiritismo, ainda na França, alguns trabalhadores do iniciante movimento espírita inventaram que Kardec estava vaidoso, estava querendo aparecer e, o que é pior, ganhando dinheiro às custas do Espiritismo, já que vendia livros que foram mandados imprimir em gráfica comdinheiro do bolso dele.
Vejam bem, vou repetir: Os livros eram impressos com dinheiro dele e não do movimento.
No início da década de sessenta, conforme está registrado na história do Espiritismo no Brasil, um grupo de espíritas, altamente defensor da “pureza” doutrinária, resolveu estabelecer uma ideia absolutamente maluca e sem sentido, que estabelecia uma suposta competição entre Divaldo Franco e Chico Xavier, que passaram a ser vistos, por essas mentes perturbadas, como concorrentes, mais ou menos como se fossem Vasco x Flamengo, Corinthians x Palmeiras, Grêmio x Internacional etc...
Daí surgiram ódios, boatos, mentiras, fraudes, difamação e até tentativa de destruição do nome de Divaldo, em abrangência nacional, através do Fantástico, da Rede Globo, em demonstrações de que a Fraternidade e a Honestidade, tanto pregadas nos centros, devem ser exercidas apenas em teoria, sem qualquer necessidade de ser praticada e vivenciada.
Outros chegaram e inventar que Divaldo não gostava do Raul Teixeira, e vice-versa. Engraçado é que a relação entre eles sempre foi a mais carinhosa possível, Raul sempre foi recebido com tapete vermelho quando foi à Mansão do Caminho e o Di, também, sempre foi tratado por ele com todo carinho que merece, quando em visita a Niterói.
Depois que o Chico desencarnou, começaram a incrementar a infeliz idéia de que Divaldo não suporta Medrado e que Medrado também não gosta dele, o que não era novidade, porque já haviam inventado isto antes.
Há muito tempo, quando em visita a diversas cidades e em participação em eventos, eu sempre encontrei amigos, leitores e telespectadores, que me perguntavam porquê Divaldo e Medrado não se suportavam.
Repetidamente tive que informar que se tratava de boato de quem não tem o que fazer e que vive tentando jogar de encontro os grandes realizadores.
Não vamos muito longe, consta que a indústria da fofoca do meio artístico criou uma irracional rivalidade entre as cantoras baianas, Ivete Sangalo e Claudinha Leite, inventando ofensas que uma teria dito contra a outra... O pior é que, parece, que ambas se deixaram levar por esse sensacionalismo ridículo e terminaram ficando mesmo estremecidas e com relação difícil.
Acontece que, no caso de Medrado e Divaldo, já que ambos são “macacos velhos” e “gatos escaldados” em relação a essas coisas, eles não se deixam envolver por essas infelizes criatividades dos obsessores encarnados e até evitam de comentar esse tipo de assunto.
Em dezembro de 2001 eu tive a oportunidade de fazer um dos meus programas, “Espiritismo via Satélite”, diretamente de Salvador, com a presença dos dois, e o que o povo do Brasil inteiro viu foi muito carinho, de ambas as partes: Medrado se dirigindo ao Divaldo como um filho reconhecendo as orientações de um pai amoroso e experiente e o Di, por sua vez, tratando-o como aquele filho querido, que representava o jovem estilo da comunicação espírita, com muita alegria. O programa está aí sendo re-exibido pela TV CEI e todo mundo pode ver o que existe, de realidade. Inclusive eu tenho este programa em DVD, que é um dos mais vendidos junto ao público que gosta de mim.
Gente! Divaldo Franco é um homem de valores morais REAIS e não apenas teatralizados para entusiasmar platéias. Ele é uma pessoa honesta, digna, decente e verdadeiramente possuidora de uma conduta conforme a doutrina espírita ensina a todos nós, além de ser uma pessoa extremamente amiga, bem humorada, de bem com a vida e não se dispõe, em momento algum, a falar mal de quem quer que seja. Mas tem uma coisa: Sabe ser enérgico, também, quando necessário, diante de qualquer tentativa de alguém que tenta aplicar-lhe armadilhas, a fim de respaldar fofocas e intrigas. Se alguém tentar fazê-lo confirmar, sobretudo em público, coisas que ele não disse, ele, com certeza, vai dizer, na cara desse alguém, na frente de todo mundo: “Isto não é verdade, eu nunca afirmei isto e você está equivocado”. Não vá pensar que ele vai ficar praticando humildadezinha fajuta, que ele não vai. Aliás, isto é muito bom, para ver se algumas pessoas acordem e parem com as palhaçadas de tirarem conclusões com base em “disse-me-disse”. Numa linguagem bem Alamar: pra ver se muita gente toma vergonha na cara.
Medrado, por sua vez, também não está para agradar ninguém, sob “peninha” de deixar a pessoa em situação difícil. É homem digno, também, é honesto, é consciente do seu dever e sabe muito bem o que está fazendo. Funcionário público eficiente, no cargo que ocupa como Diretor do Tribunal do Trabalho, na Bahia, não tem rabo preso com ninguém.
Posso garantir a todos que as portas da Mansão do Caminho sempre estiveram e sempre estarão abertas ao Medrado, que sempre será recebido com carinho, a hora que quiser ir lá; da mesma forma que as portas da Cidade da Luz, também, sempre estiveram e estarão abertas ao Di, com todo carinho e honra. Inclusive a mais linda praça da Cidade da Luz tem o nome da Joanna de Angelis, numa homenagem carinhosa à mentora do maior divulgador espírita de todos os tempos.
Aliás, é bom que as portas da Cidade da Luz estejam bem abertas, principalmente pra mim, porque ali tem uma feijoada pra ninguém botar defeito, todo primeiro domingo de cada mês e Medrado não é nem besta de fechá-las, pra mim, obviamente. Sei que Divaldo é chegado também a um feijãozinho bem temperado, com uma pimentinha.
Simplesmente ambos têm estilos de comunicação diferentes e devem ser respeitados.
Medrado, que também utilizou-se, durante muito tempo, do estilo tradicional de fazer palestra espírita, resolveu mudar, assim como os meios de comunicação mudam, e passou a adotar um estilo que podemos chamar de “palestra show”.
A expressão “show” talvez assuste a alguns, que definem o Espiritismo sério necessariamente como expositores se apresentando de caras fechadas, vestidos com roupas em cores sóbrias, falando manso, desejando muita paz pra todo mundo e dizendo que está melhor do que merece. Mas quem é que, em perfeito estado de lucidez e bom senso, pode querer condenar a manifestação de alguém, em forma de show?
Exemplifiquemos o cantor Roberto Carlos, que faz os seus shows que emocionam a tanta gente, que faz tantos quarentões, cinqüentões e até sessentões voltarem no tempo e relembrarem os seus tempos de namoros, escutando as suas músicas. Quem é que não se sente bem diante de um show do Roberto? O IBOPE da Globo aponta a gigantesca audiência que ele se traduz, principalmente entre as pessoas mais adultas.
É condenável a audiência de um show?
Por que a mensagem Espírita não pode, também, ser passada em forma de show?
Por que alguns vêem pecado nisto?
Não faz o estilo do Divaldo colocar em suas palestras a música do Zeca Pagodinho, por exemplo, e fazer sacudir a platéia com o popular ritmo. Na estrutura corporal e na idade dele não ficaria bem adequado, mas na de Medrado cabe, sim, sem qualquer problema, considerando que as músicas do conhecido cantor, bem como de outros interpretes da música popular brasileira, são escolhidas com o maior cuidado, considerando o conteúdo das suas letras.
Quem se dá ao cuidado de analisar, cuidadosamente, o estilo Medrado, sem o “fraterno” preconceito, vai observar que as letras das músicas colocadas por ele sempre trazem alguma mensagem que faz com que as pessoas reflitam, de alguma forma, em suas maneiras de viver.
Ou será que música popular, necessariamente, se traduz em manifestações do pecado, por mais que o seu conteúdo seja edificante?
Agora, se o espírita é daquele tipo, cujo nível de inteligência admite tirar conclusões sobre pessoas, com base em disse-me-disse, aí nem com “reza braba” tem jeito.
O Espiritismo surgiu com proposta racional, mas daí a entender que todo participante do movimento espírita é racional, tem uma diferença muito grande.
Só que a racionalidade não é um bem tão complicado de todas as pessoas adquirirem, não exige anos de estudos em universidades e não exige mestrado ou doutorado, basta exercício mental, aplicação da lógica, disposição para pensar, pesquisar e checar antes de julgar, ter disposição para consultar sempre que possível mais de uma fonte e independência de pensamento.
Juntando tudo isto com honestidade, para consigo mesmo, e o mínimo de vergonha na cara, varrendo todo o lixo da falsa humildade e da hipocrisia, todo espírita estará quite com a doutrina, neste aspecto.
Zé Medrado e Divaldo são dois amores, a serviço da divulgação do bem, que todos nós devemos amar, incentivar, pedir a Deus que dê a ambos muita saúde, para continuarem a fazer milhares e milhões de pessoas felizes por este mundo a fora.
Quando nós proferimos as nossas palestras e qualquer trabalho no centro, fazendo citações de diversas questões de “O Livro dos Espíritos”, com suas diversas numerações, quando citamos até números de páginas de “Evolução em Dois Mundos”, “No Invisível”... e qualquer outra obra espírita, estaremos apenas demonstrando conhecimento teórico, porque o conhecimento prático do Espiritismo só é demonstrado quando nós, de fato, amamos o nosso próximo, inclusive os confrades do nosso movimento.
Vejam agora o que Medrado escreveu, com carinho, sobre o nosso querido Di, em sua coluna semanal do jornal A TARDE, de Salvador, coluna esta que eu tive a honra de ser o seu fundador:
(Coluna Religião, assinada por José Medrado)
O presidente do Tribunal Regional do Trabalho da Quinta Região, de quem tenho a honra de ser amigo pessoal, Dr. Paulino Couto, de sua cota pessoal como mandatário maior da Justiça do Trabalho na Bahia, outorgou a Divaldo Franco a Comenda do Mérito Judiciário Trabalhista da Bahia. Essa homenagem guarda um especial e pessoal sabor para mim, já desfrutado com Divaldo Franco, pois pude defender tal indicação, na Casa que sirvo, concursado que sou, por mais de 28 anos.
Seguramente, haverei de ser um dos primeiros a guardar uma foto deste dia memorável, para todos os espíritas servidores da Justiça do Trabalho, e a mim, permitam-me, em especial.
A história de Divaldo já foi contada e recontada muitas vezes, mas ainda guarda um grande manancial de conteúdo a ser dividido com o público, pois a sua trajetória de líder espírita traz inacreditáveis capítulos de ações em defesa de seus ideais e crenças.
Imagino as lutas que Divaldo teve que travar em diversos momentos de sua trajetória, principalmente quando iniciou, época em que o Espiritismo não tinha o respeito e até a admiração que guarda hoje. Tenho sido, talvez por ser da terra dele, o destinatário de muitos casos e vivência de sua caminhada, que servem para reflexões de vida.
O Espiritismo tem se emancipado muito, tornando-se, hoje, uma referência de ação social, de cultivo da paz. Vemos, inclusive por iniciativa de Divaldo, que até um espírita, o inesquecível Chico Xavier, teve milhares de assinaturas em prol da sua candidatura ao prêmio Nobel da Paz. Certamente, o caráter político da premiação não o fez vitorioso. Todavia, ficou registrada a movimentação.
A transformação do Espiritismo ecoa por toda parte. Guardo o orgulho, por exemplo, de ser um dos primeiros a trazer a alegria às palestras espíritas, a música popular para dentro dos centros. É natural, como todo o novo, houve resistência, disseram que brinco nas palestras, que as músicas eram de barzinho, mas a verdade, no entanto, é que hoje-em-dia poucos são os Centros que não tocam música popular, inclusive em grandes eventos, ou palestrantes que não fazem as suas graças em suas exposições. E, assim, vão se esquadrinhando os caminhos, as lutas.
No século XXI, os desafios continuam grandes para o movimento espírita, talvez o maior de todos seja a sua popularização através das ferramentas da tecnologia disponível. O objetivo não é fazer proselitismo, nem criar ilusões, mas oferecer aos interessados uma porta de acesso mais à mão, um instrumento a mais para as explicações dos processos da vida.
Continuo guardando grandes expectativas, a propósito, do recém-empossado presidente da FEEB, André Peixinho, inclusive como ele é também articulista desta coluna, segue a sugestão de passar a nos falar de suas idéias, frente à Federação, para a sua gestão, fazendo, assim, com que nós, os centro espíritas filiados a essa instituição que deve ser representativa dos espíritas baianos, tenhamos a informação de ação de gestão democratizada, e não apenas informada.
José Medrado é fundador e presidente da Cidade da Luz
Carinhosamente.
Abração, Gente!
Alamar Régis Carvalho
alamar@redevisao.net
www.redevisao.net
www.site707.com
Alamar Régis Carvalho - Analista de Sistemas - E-mail: alamar@redevisao.net orkut: "alamarregis" www.redevisao.net
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Enquanto isso nas bancas: Superinteressante deste mês
[ATUALIZADO] O artigo não é ruim, mas também não é dos melhores que a revista já publicou. Um pouco superficial demais, sem ir muito a fundo na questão da investigação do espírito. A propósito, o termo "ciência espírita" é colocado de uma forma a chamar a atenção, como se o termo espírita englobasse tudo relativo ao espiritual. A verdadeira ciência espírita não procura provas da existência do espírito, já que o espírita sabe que o espírito existe.
R.I.E.:O Filme dos Espíritos surge determinado
Orson Peter Carrara - orsonpeter92@gmail.com
Revista Internacional de Espiritismo
Produção homenageia O Livro dos Espíritos e o próprio Codificador Allan Kardec em mês particularmente ligado ao Professor Rivail
Valorizando ensinos de O Livro dos Espíritos para o grande público, por meio do cinema, com distribuição pela Paris Filmes e estreia marcada para o dia 7 de outubro próximo em quase 100 salas de exibição – nas principais capitais e grandes cidades do país –, o filme traz trilha sonora especialmente selecionada e espera alcançar o público pela emoção como forma de traduzir os conceitos da obra que deu origem à Doutrina Espírita. André Marouço, o diretor do filme, é jornalista, radialista, cineasta e formado em Marketing pela Universidade Paulista. Nasceu e reside na capital paulista, contando mais de 20 anos de experiências com passagens por diferentes emissoras de TV.
RIE – Por que o nome O Filme dos Espíritos?
André Marouço – O nome do filme surgiu quase como que uma imposição, uma vez que o filme era inspirado em O Livro dos Espíritos, explicando em formato de ficção o conteúdo do livro. A primeira etapa do filme foi a produção de curtametragens que explicavam 8 capítulos da obra mater espírita. A segunda etapa seria o filme de longametragem propriamente dito, este com a incumbência de reunir trechos dos curtametragens formando uma peça única. Assim, desde o início, o filme foi colaborativo, escrito por um roteirista principal, eu, e outros tantos que escreveram pequenos trechos.
RIE – Sendo uma referência direta ao O Livro dos Espíritos, como surgiu a ideia de produzi-lo?
André – O Eduardo Dubal, companheiro da Fundação Espírita André Luiz, estava fazendo um curso de cinema e trouxe-nos a ideia a partir de sua experiência por lá. Segundo ele, muitas vezes os jovens que faziam esses cursos acabavam por produzir peças cinematográficas pouco construtivas, filmes que falavam de sexualidade de maneira irresponsável, filmes que exploravam drogas, álcool e até suicídio de forma poética. A ideia do Eduardo era que chamássemos jovens cineastas para a produção de peças espíritas de curtametragem. Assim foi nascendo o projeto.
RIE – O roteiro da produção está centrado numa única história ou são vários episódios reunidos?
André – O filme tem como espinha dorsal a história do personagem fictício Bruno Alves, um psiquiatra de meia idade que perde a esposa, desenvolve alcoolismo, perde o emprego e, assim, entende que precisa “dar fim em sua vida”. Naquele que seria seu instante fatal, buscando as águas fétidas do Rio Tietê ele encontra O Livro dos Espíritos. Daí para diante Bruno descobre as maravilhas que o Criador reserva a quem luta com amor para vencer as dificuldades e então o psiquiatra passa a travar contato com algumas histórias – a dos curtas – e conhecendo estes personagens ele vai adiante reconstruindo sua vida.
RIE – A produção, em termos de custos, está no mesmo patamar das recentes produções com temática espírita levadas às telas?
André – O Filme dos Espíritos é um filme com orçamento menor aos anteriores, mas se fôssemos colocar tudo o que foi feito na ponta do lápis, acho que chegaria às cifras de alguns destes filmes. Pois, por ter sido um projeto contributivo, contamos com apoio de empresas, pessoas e fundações que se desempenharam ao longo da produção, ou cobrando valores menores que os comumente praticados, ou mesmo em alguns casos apenas valores de custo. Entre as centenas de figurantes, por exemplo, destacamos o trabalho dos voluntários, gente que foi com seu carro até os locais de filmagem, pagou seu próprio lanche, enfim, todos, por saberem que o filme seria uma homenagem a Allan Kardec e ao O Livro dos Espíritos, não mediram esforços para que a obra fosse produzida.
RIE – Qual a data prevista para estreia? Em quais capitais inicialmente? Relacione o esquema de exibições.
André – O filme tem distribuição nacional pela Paris Filmes, a data da estreia é 07 de outubro. Escolhemos este mês para homenagear o nosso querido codificador. Inicialmente, estamos trabalhando com uma estreia próxima de 100 salas de cinema, em capitais e grandes cidades do Brasil. Mas tudo depende do movimento espírita. O primeiro final de semana é de fundamental importância para a carreira do filme; assim pedimos a todos os que amam a doutrina dos espíritos, àqueles que viram suas vidas melhoradas graças ao Espiritismo, enfim, pedimos a esse público que lote as salas de cinema nos dias 07, 08 e 09 de outubro, que organizem caravanas, levem seus familiares, amigos, enfim, isso será de fundamental importância para que o filme vá bem, que chegue ao maior número de pessoas, não só no Brasil como, posteriormente, no mundo.
RIE – Podemos dizer que a produção é uma adaptação cinematográfica atual aos ensinos da obra em referência?
André – O Livro dos Espíritos é a maior obra de filosofia espírita, e não se resume apenas à dimensão da matéria, explicando com racionalidade, como já o dissemos, os grandes enigmas existenciais e espirituais humanos. É um livro de perguntas e respostas e às vezes exige um estudo apurado do leitor para compreensão de algumas questões. No caso do filme, apresentamos os conceitos do livro de forma leve e de fácil compreensão. Através da arte mostramos Deus, a criação, o mundo dos espíritos, a reencarnação, desencarnação, a lei divina, a lei de sociedade, esperanças e consolações; mas estes conceitos são passados quase como que subliminarmente, pois entendemos que a função do filme é acessar pela emoção, e depois as pessoas vão adquirir o livro e estudar esta e outras obras kardequianas, ou mesmo outras obras espíritas.
RIE – E a trilha sonora? Comente sobre ela.
André – A trilha sonora foi feita pelo amigo e maestro Corciolli. Quando o filme estava montado, inserimos uma trilha de referência e chamamos o Corciolli para assistir, convidando-o para o trabalho; nesta ocasião não tínhamos certeza de nenhuma verba para o trabalho de trilha, mas ele aceitou na hora pelo filme que assistiu e pela mensagem da obra. Graças a Deus os recursos financeiros necessários para a finalização chegaram e o Corciolli pôde se dedicar de corpo e alma no filme. Ele trabalhou dois intensos meses no filme e nós fazíamos reuniões semanais quando então realinhávamos todo o trabalho. Ao final, ficamos mais que satisfeitos pelo trabalho feito, a trilha não é maior que o filme, é contributiva, às vezes assistimos peças cinematográficas em que ou a trilha fica inferior à obra ou ela tem a incumbência de resolver problemas do filme. Não foi o caso, a trilha integrou-se completamente ao O Filme dos Espíritos.
RIE – De que locais são as cenas principais?
André – As filmagens foram todas feitas em locações, não usamos estúdio em nenhum momento, filmamos em Cajazeira na Paraíba, e no estado de São Paulo as filmagens foram feitas em Atibaia, Ubatuba, Araçoiaba da Serra, Guarulhos, mas a maior parte do filme foi mesmo rodado em São Paulo. Podemos citar como as principais locações: a ponte das Bandeiras sobre o Rio Tietê, as Casas André Luiz, a cena da reunião mediúnica que foi filmada no buffet Open Hall em Guarulhos, as cenas do sertão cajazeireinse também emprestam poesia ao filme. E, por fim, todos os que assistirem ao filme entenderão a beleza de Deus em nossas vidas no trecho filmado em Ubatuba.
RIE – Como Diretor do filme, qual a percepção dos possíveis resultados da produção? Em termos de sensibilizar o público, especialmente.
André – As filmografias espíritas anteriores trouxeram grande contribuição para a divulgação espírita, O Filme dos Espíritos é o primeiro filme que fala da sociedade que vivemos e dos desafios que o Homem contemporâneo enfrenta. O filme começa denso, apresentando um grande drama, mas no desenrolar da película as coisas vão se ajeitando, o riso vai aparecer algumas vezes, o expectador sentirá durante o filme o amor que Jesus nos ensinou, certamente em alguns momentos mais intensos haverá um pouco de tensão e também romance. E ao final do filme, o que temos visto, entre as pessoas que assistiram à obra, é que todos saem da experiência profundamente gratos pelo dom da vida. Levem o lenço, as lágrimas vão rolar, mas serão lágrimas de esperança quanto ao futuro de nosso planeta escola.
Revista Internacional de Espiritismo
Produção homenageia O Livro dos Espíritos e o próprio Codificador Allan Kardec em mês particularmente ligado ao Professor Rivail
Valorizando ensinos de O Livro dos Espíritos para o grande público, por meio do cinema, com distribuição pela Paris Filmes e estreia marcada para o dia 7 de outubro próximo em quase 100 salas de exibição – nas principais capitais e grandes cidades do país –, o filme traz trilha sonora especialmente selecionada e espera alcançar o público pela emoção como forma de traduzir os conceitos da obra que deu origem à Doutrina Espírita. André Marouço, o diretor do filme, é jornalista, radialista, cineasta e formado em Marketing pela Universidade Paulista. Nasceu e reside na capital paulista, contando mais de 20 anos de experiências com passagens por diferentes emissoras de TV.
RIE – Por que o nome O Filme dos Espíritos?
André Marouço – O nome do filme surgiu quase como que uma imposição, uma vez que o filme era inspirado em O Livro dos Espíritos, explicando em formato de ficção o conteúdo do livro. A primeira etapa do filme foi a produção de curtametragens que explicavam 8 capítulos da obra mater espírita. A segunda etapa seria o filme de longametragem propriamente dito, este com a incumbência de reunir trechos dos curtametragens formando uma peça única. Assim, desde o início, o filme foi colaborativo, escrito por um roteirista principal, eu, e outros tantos que escreveram pequenos trechos.
RIE – Sendo uma referência direta ao O Livro dos Espíritos, como surgiu a ideia de produzi-lo?
André – O Eduardo Dubal, companheiro da Fundação Espírita André Luiz, estava fazendo um curso de cinema e trouxe-nos a ideia a partir de sua experiência por lá. Segundo ele, muitas vezes os jovens que faziam esses cursos acabavam por produzir peças cinematográficas pouco construtivas, filmes que falavam de sexualidade de maneira irresponsável, filmes que exploravam drogas, álcool e até suicídio de forma poética. A ideia do Eduardo era que chamássemos jovens cineastas para a produção de peças espíritas de curtametragem. Assim foi nascendo o projeto.
RIE – O roteiro da produção está centrado numa única história ou são vários episódios reunidos?
André – O filme tem como espinha dorsal a história do personagem fictício Bruno Alves, um psiquiatra de meia idade que perde a esposa, desenvolve alcoolismo, perde o emprego e, assim, entende que precisa “dar fim em sua vida”. Naquele que seria seu instante fatal, buscando as águas fétidas do Rio Tietê ele encontra O Livro dos Espíritos. Daí para diante Bruno descobre as maravilhas que o Criador reserva a quem luta com amor para vencer as dificuldades e então o psiquiatra passa a travar contato com algumas histórias – a dos curtas – e conhecendo estes personagens ele vai adiante reconstruindo sua vida.
RIE – A produção, em termos de custos, está no mesmo patamar das recentes produções com temática espírita levadas às telas?
André – O Filme dos Espíritos é um filme com orçamento menor aos anteriores, mas se fôssemos colocar tudo o que foi feito na ponta do lápis, acho que chegaria às cifras de alguns destes filmes. Pois, por ter sido um projeto contributivo, contamos com apoio de empresas, pessoas e fundações que se desempenharam ao longo da produção, ou cobrando valores menores que os comumente praticados, ou mesmo em alguns casos apenas valores de custo. Entre as centenas de figurantes, por exemplo, destacamos o trabalho dos voluntários, gente que foi com seu carro até os locais de filmagem, pagou seu próprio lanche, enfim, todos, por saberem que o filme seria uma homenagem a Allan Kardec e ao O Livro dos Espíritos, não mediram esforços para que a obra fosse produzida.
RIE – Qual a data prevista para estreia? Em quais capitais inicialmente? Relacione o esquema de exibições.
André – O filme tem distribuição nacional pela Paris Filmes, a data da estreia é 07 de outubro. Escolhemos este mês para homenagear o nosso querido codificador. Inicialmente, estamos trabalhando com uma estreia próxima de 100 salas de cinema, em capitais e grandes cidades do Brasil. Mas tudo depende do movimento espírita. O primeiro final de semana é de fundamental importância para a carreira do filme; assim pedimos a todos os que amam a doutrina dos espíritos, àqueles que viram suas vidas melhoradas graças ao Espiritismo, enfim, pedimos a esse público que lote as salas de cinema nos dias 07, 08 e 09 de outubro, que organizem caravanas, levem seus familiares, amigos, enfim, isso será de fundamental importância para que o filme vá bem, que chegue ao maior número de pessoas, não só no Brasil como, posteriormente, no mundo.
RIE – Podemos dizer que a produção é uma adaptação cinematográfica atual aos ensinos da obra em referência?
André – O Livro dos Espíritos é a maior obra de filosofia espírita, e não se resume apenas à dimensão da matéria, explicando com racionalidade, como já o dissemos, os grandes enigmas existenciais e espirituais humanos. É um livro de perguntas e respostas e às vezes exige um estudo apurado do leitor para compreensão de algumas questões. No caso do filme, apresentamos os conceitos do livro de forma leve e de fácil compreensão. Através da arte mostramos Deus, a criação, o mundo dos espíritos, a reencarnação, desencarnação, a lei divina, a lei de sociedade, esperanças e consolações; mas estes conceitos são passados quase como que subliminarmente, pois entendemos que a função do filme é acessar pela emoção, e depois as pessoas vão adquirir o livro e estudar esta e outras obras kardequianas, ou mesmo outras obras espíritas.
RIE – E a trilha sonora? Comente sobre ela.
André – A trilha sonora foi feita pelo amigo e maestro Corciolli. Quando o filme estava montado, inserimos uma trilha de referência e chamamos o Corciolli para assistir, convidando-o para o trabalho; nesta ocasião não tínhamos certeza de nenhuma verba para o trabalho de trilha, mas ele aceitou na hora pelo filme que assistiu e pela mensagem da obra. Graças a Deus os recursos financeiros necessários para a finalização chegaram e o Corciolli pôde se dedicar de corpo e alma no filme. Ele trabalhou dois intensos meses no filme e nós fazíamos reuniões semanais quando então realinhávamos todo o trabalho. Ao final, ficamos mais que satisfeitos pelo trabalho feito, a trilha não é maior que o filme, é contributiva, às vezes assistimos peças cinematográficas em que ou a trilha fica inferior à obra ou ela tem a incumbência de resolver problemas do filme. Não foi o caso, a trilha integrou-se completamente ao O Filme dos Espíritos.
RIE – De que locais são as cenas principais?
André – As filmagens foram todas feitas em locações, não usamos estúdio em nenhum momento, filmamos em Cajazeira na Paraíba, e no estado de São Paulo as filmagens foram feitas em Atibaia, Ubatuba, Araçoiaba da Serra, Guarulhos, mas a maior parte do filme foi mesmo rodado em São Paulo. Podemos citar como as principais locações: a ponte das Bandeiras sobre o Rio Tietê, as Casas André Luiz, a cena da reunião mediúnica que foi filmada no buffet Open Hall em Guarulhos, as cenas do sertão cajazeireinse também emprestam poesia ao filme. E, por fim, todos os que assistirem ao filme entenderão a beleza de Deus em nossas vidas no trecho filmado em Ubatuba.
RIE – Como Diretor do filme, qual a percepção dos possíveis resultados da produção? Em termos de sensibilizar o público, especialmente.
André – As filmografias espíritas anteriores trouxeram grande contribuição para a divulgação espírita, O Filme dos Espíritos é o primeiro filme que fala da sociedade que vivemos e dos desafios que o Homem contemporâneo enfrenta. O filme começa denso, apresentando um grande drama, mas no desenrolar da película as coisas vão se ajeitando, o riso vai aparecer algumas vezes, o expectador sentirá durante o filme o amor que Jesus nos ensinou, certamente em alguns momentos mais intensos haverá um pouco de tensão e também romance. E ao final do filme, o que temos visto, entre as pessoas que assistiram à obra, é que todos saem da experiência profundamente gratos pelo dom da vida. Levem o lenço, as lágrimas vão rolar, mas serão lágrimas de esperança quanto ao futuro de nosso planeta escola.
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