terça-feira, 27 de junho de 2017

TRANSPONDO MONTANHAS

Por Tiago Navarro

Nem sempre encontraremos ao longo do nosso percurso, apenas pedras a superar. Em alguns momentos essas pedras terão proporções monumentais, grandes paredões rochosos, imensos altiplanos.

Caso não tenhamos uma fé robusta, capaz de racionalizar de que se trata apenas de uma pedra em maiores dimensões que iremos transpor com a mesma serenidade, cairemos no desespero de acreditar não sermos capazes.

Por hábito das experiências anteriores, cremos que as pequenas pedras, são facilmente transpostas, pois, elas, no máximo, incomodarão a sola de nossos pés ou nos fará torcer um dos nossos tornozelos, e nos por ao chão, quando muito causando um desequilíbrio, mas, de qualquer forma, no final das contas, iremos transpô-la.

Já no caso da montanha, nos é exigido uma maior disciplina mental. Primeiro, a subida até o cume dela é demorada e cansativa. Corremos o risco de até perdermos temporariamente a nossa respiração. Segundo, não temos a menor noção do que iremos encontrar no topo desta montanha. E terceiro, último, e provavelmente a pior parte, ter de descer essa montanha.

O cenário, lógico, provoca-nos muito medo, apreensão e desânimo. Por isso se faz imprescindível a prática mental da crença, que nos proporciona uma fé robusta, racional e inabalável. Desta maneira, nos preparamos previamente para suportamos os revezes da vida, criando visualizações otimistas de como seremos capazes de transpor as montanhas que se apresentarão nas nossas vidas, de condução lúcida e magistral, sem espetáculos de atos sobre-humanos, apenas, entendendo que a dificuldade que surgir deverá se vivenciada e superada, extraindo o máximo de informações daquela oportunidade única.








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